História
Décadas de 20 e 30 marcam início do Hospital Ouro Branco
O início do Hospital Ouro Branco, de Teutônia, remete ao século passado, ao final da década de 20 e início da década de 30. Foi naquela época que o médico João Basílio Lavrinenco chegou à Vila de Languiru, hoje Bairro Languiru, e iniciou suas atividades. Antes dele, já estava na localidade o Dr. Gomes Ferreira, que conduzia as atividades da entidade, localizada em endereço próximo onde hoje está o Centro Comunitário Martin Luther, no Bairro Languiru. O prédio pertencia a Bertholdo Stapenhorst e a manutenção do hospital ficava por conta da família Hilgemann. No prédio de material funcionava a parte clínica e, ao lado, um salão com divisórias de meia parede abrigava os quartos.
Considerando a precariedade das instalações e após
desentendimento com a família que mantinha o hospital, alguns
anos depois foi o próprio Lavrinenco que resolveu pela construção
de um novo hospital, cujas obras iniciaram em 1944 e foram concluídas
em 1945. O novo prédio possuía uma área construída
de 582m2, 13 quartos com 18 leitos, entre outras dependências.
A antiga ala do hospital ainda mantém alguns traços
de sua origem até os dias de hoje e integra o complexo da casa
de saúde no Bairro Languiru.
Como forma de reconhecimento a importância da gordura animal
para a economia local e regional, alimento produzido em grande escala
comercial, Lavrinenco decidiu pelo nome de Hospital Ouro Branco.
O quadro de colaboradores da casa de saúde na época
era de oito pessoas, entre eles o médico Dr. Lavrinenco, o
farmacêutico Eugênio Scheckanov, o auxiliar farmacêutico
Jorge Stelcowsky, a parteira Georgina Greef, a auxiliar de enfermagem
Angelina Dilli, os funcionários da cozinha Oscar Valber e Ida
Kreiwe Valber e a serviços gerais Gerda Prass.
João Lavrinenco veio a falecer em 1963, quando o hospital já
contava com os trabalhos do Dr. Hércio Pêgas, que passou
a atuar no local em 1957. Na década de 60 também passou
a clinicar no Hospital Ouro Branco o teutoniense Dr. Silvério
Schneider.
40 anos de Associação Beneficente Ouro Branco
No início da década de 70 a situação do hospital era bastante complicada e, com as dificuldades, era possível que as atividades viessem a ser paralisadas, prejudicando a comunidade que dependia dos atendimentos em saúde oferecidos.
Foi então que alguns líderes comunitários, entre
eles o então presidente da Cooperativa Agrícola Mista
Languiru Ltda., Elton Klepker, decidiram por convocar uma reunião
com a participação da comunidade. O encontro ocorreu
há 40 anos, no dia 29 de maio de 1970, no Salão de Eduardo
Lindemann, no Bairro Languiru, e contou com a participação
de 54 pessoas. Nesta ocasião foi fundada a Associação
Beneficente Ouro Branco (ABOB), com o objetivo de assumir oportunamente
o Hospital Ouro Branco em benefício da comunidade.
No mesmo encontro os presentes também decidiram pela realização
de campanha que visava à angariação de recursos
financeiros para a compra do hospital. Foi o chamado plano Fünf
Milionen (Cinco Milhões), por meio do qual, quem quisesse,
poderia contribuir com cinco milhões em dinheiro da época
(Cruzeiros Cr$), valor que seria utilizado para compra da estrutura
do hospital por parte da Cooperativa Languiru. Posteriormente, as
doações da comunidade seriam utilizadas individualmente
como forma de desconto no uso dos serviços oferecidos pelo
hospital, com amortização de metade das despesas.
Comprado o hospital da viúva de Lavrinenco, dona Lídia,
que morava na Argentina, estava garantida a preservação
à assistência à saúde em benefício
da população e dos associados.
O episódio ocorreu no final do ano de 1970 e a cooperativa
colocou à disposição da Associação
Beneficente Ouro Branco os bens adquiridos do hospital, a qual passou
a administrar a casa de saúde em janeiro de 1971. O repasse
de todo patrimônio do hospital por parte da Cooperativa Languiru
à Associação foi concretizado no ano 2000.
A expansão do Hospital Ouro Branco contou com consideráveis
investimentos realizados pela mantenedora, tanto com recursos obtidos
junto ao extinto Funrural, financiamentos em bancos e contribuições
voluntárias. Com esses aportes financeiros, foi possível
aumentar a área física, adquirir móveis e, principalmente,
equipamentos que permitiram a ampliação dos serviços
e a resolubilidade local, fazendo com que a população
abrangida não se deslocasse a outros centros de saúde.
No ano de 2010, 40 anos depois de fundada a ABOB, o Hospital Ouro
Branco atende uma microrregião com cerca de 40 mil pessoas,
principalmente nos municípios de Teutônia, Poço
das Antas, Paverama e Westfália. Seu quadro de funcionários
é formado por 151 pessoas e o corpo clínico por 30 médicos
de diferentes especialidades
A ABOB segue como uma entidade privada, filantrópica e de caráter
beneficente, tendo como objetivo último e específico
a manutenção do Hospital Ouro Branco. Sua atuação
prima pela qualidade dos serviços assistenciais de saúde
prestados pelo HOB, objetivando para que se tornem acessíveis
a toda a população.


