Hospital Ouro Branco investe na digitalização do serviço de imagem

Agilidade, praticidade e sustentabilidade

Hospital Ouro Branco investe na digitalização do serviço de imagem

Novo equipamento garante qualidade dos serviços de Raio-X, tomografia computadorizada e mamografia, além de reduzir custos

 

O Hospital Ouro Branco (HOB), de Teutônia, investiu R$ 200 mil na digitalização do Centro de Diagnóstico em Imagem (CDI). Trata-se de um grande avanço no processo de modernização e infraestrutura disponibilizada aos pacientes que procuram os serviços oferecidos pela casa de saúde teutoniense.

A nova tecnologia traz mais segurança e confiabilidade ao serviço de interpretação de exames. Também possibilita o acesso remoto dos médicos requisitantes das imagens, o que representa importante economia de materiais na medida em que serão impressos todos os exames de mamografia e somente os exames de Raio-X e tomografia a serem retirados pelos pacientes, utilizando impressoras convencionais e eliminando resíduos químicos. Paralelamente a isso ainda há a questão ambiental, uma vez que deixam de ser utilizados produtos químicos para revelação e impressão dos tradicionais exames de imagem. Esses produtos necessitavam receber destino final para tratamento, serviço prestado por empresa terceirizada e pago pelo hospital.

“Esse investimento na digitalização de imagens de Raio-X, tomografia computadorizada e mamografia foi possível graças e uma indicação de emenda ao orçamento federal feita pelo deputado federal Renato Molling. O recurso ainda possibilitou a aquisição de software que faz a gestão das imagens, para o que toda a equipe do CDI foi treinada pela fornecedora Indústria Brasileira de Filmes (IBF)”, destaca o diretor-executivo do HOB, André Lagemann.

Benefícios

O especialista em diagnóstico por imagem, responsável técnico do CDI do HOB, médico Dr. Antônio Macedo, enumera as inúmeras vantagens da digitalização do serviço.

Com relação ao Meio Ambiente, a radiologia digital elimina os filmes radiográficos e os reveladores químicos usados na radiologia convencional. Outro grande benefício está relacionado à agilidade na prestação de serviços do CDI. “No momento em que a imagem é captada pelo sensor digital, ela é encaminhada para o computador que, em segundos, gera uma imagem na tela, sem a necessidade de esperar pelo tradicional processo de revelação. Uma vez que a imagem já está no computador, poderá ser ajustada de acordo com as necessidades do médico radiologista, com a possibilidade de correção de contraste, utilização do zoom em detalhes, reconstrução da imagem em 3D ou 4D, cálculo de volumes, realização de medidas e análise de vasos em diversos planos, por exemplo. Isso também facilita a comparação com exames anteriores, gerando muito menos dúvidas do diagnóstico e acelerando a emissão do laudo”, explica Macedo, acrescentando que o sistema também associa a imagem diretamente ao prontuário eletrônico do paciente.

A radiologia digital ainda elimina o risco de perda do filme durante transporte ou armazenamento, uma vez que o arquivo é automaticamente adicionado ao prontuário do paciente, seguindo padrão Digital Imaging and Communications in Medicine (DICOM), criado em 1983 para padronizar as imagens médicas em formato eletrônico único.

A melhoria ainda possibilita a redução de custos para o hospital, diminuindo o consumo de materiais como filmes e reveladores químicos, reduzindo a necessidade de repetição de exames por erros técnicos e, consequentemente, eliminando a etapa de armazenamento dos filmes, que passam a ser disponibilizados e arquivados eletronicamente. “Com o ganho em agilidade nos exames, mais pacientes também podem ser examinados num mesmo dia, sem necessidade de incremento em recursos materiais e profissionais”, frisa Macedo.

A acessibilidade e a mobilidade também são características inerentes ao novo serviço digital. “As imagens digitais podem ser acessadas instantaneamente pelos profissionais envolvidos no cuidado com o paciente, de qualquer aparelho eletrônico, computador, tablet ou celular, desde que tenha conexão com a internet. Assim, mesmo que o profissional de saúde esteja fora do hospital, no seu consultório, por exemplo, poderá fazer o diagnóstico rapidamente e iniciar o tratamento, essencial especialmente nos casos de urgência e emergência”, comenta.

Para o paciente ainda haverá a menor radiação para a geração de imagem de alta resolução, além de eliminar a necessidade de repetição do exame, com um diagnóstico mais certeiro e rápido, reduzindo o tempo de espera entre o pedido do exame e a emissão do laudo.

Infraestrutura do CDI

O serviço de imagem digital do CDI do HOB passou a ser oferecido no início do mês de fevereiro. O setor conta com 23 profissionais, dos quais oito no serviço auxiliar administrativo, um Jovem Aprendiz, um técnico de Enfermagem, sete técnicos de Radiologia e seis médicos radiologistas.

Cerca de 3,4 mil exames são realizados mensalmente, com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 07h30min às 19h, sem fechar ao meio-dia; aos sábados das 8h às 12h; e atendimento de urgência e emergência 24 horas por dia no Pronto Atendimento.

Além dos exames digitalizados de radiografia, tomografia computadorizada e mamografia, o CDI também realiza exames não digitalizados, que utilizam tecnologia própria, como a ultrassonografia e a densitometria óssea.

 

 

A nova tecnologia traz mais segurança e confiabilidade ao serviço de interpretação de exames

 

 

Dr. Antônio Macedo, especialista em diagnóstico por imagem, responsável técnico do CDI do HOB: “As imagens digitais podem ser acessadas instantaneamente pelos profissionais envolvidos no cuidado com o paciente”

 

 

TEXTO – Leandro Augusto Hamester